COSAL-Galiza: Bitácora do COSAL-Galiza

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Dom
18
Nov '07

Charla- A resistencia en Chiapas e Oaxaca

Charla e Coloquio:
A resistencia entra a represión en Chiapas e Oaxaca

Sala Sargadelos ás 19:00
Martes 20 de Novembro 2007
Organiza Cosal-Galiza

Yolanda Castro Apreza
Presidenta da organización Indíxena K´INAL ANTEZEITK (Terra de Mulleres) e membra da Frente Nacional da Loita polo Socialismo (FNLS), Chiapas

Nadín Reyes Maldonado
Representante do Comité de familiares desaparecid@s “Hasta Encotrarl@s”, Oaxaca.

Ven
16
Nov '07

Charla: A resistencia contra a represión en Chiapas e Oaxaca

cartel

Xov
12
Abr '07

COLOMBIA: “OS PRESOS DO PENAL DE CÓMBITA E BARNE DECLARÁMONOS EN FOLGA DE FAME”

COMUNICADO PUBLICO

AOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN E Á OPINON PUBLICA NACIONAL E INTERNACIONAL

“OS PRESOS DO PENAL DE CÓMBITA E BARNE DECLARÁMONOS EN FOLGA DE FAME”

Desde onte, Domingo 1º de Abril de 2007, nós, os presos da Penal de Alta Seguridade de Cómbita e Mediana Seguridade do Barne (Boyacá) declarámonos en FOLGA DE FAME, de carácter indefinida, a fin de chamar a atención e convocar á Dirección Xeral do INPEC, ao Consello Superior da Xudicatura, aos Órganos de Control (Defensoría Nacional de Pobo e Procuradoría Xeral da Nación), ás organizacións Defensoras de Dereitos Humanos e á opinión pública en xeral, sobre a grave problemática estrutural pola que atravesan os mencionados sitios de reclusión desde hai longo tempo e que ten que ver cos seguintes puntos:

+ Elección dunha mesa de traballo representativa do sentir dos internos.
+ Resolver o carácter destes penais, xa que sistematicamente vénselle negando o traslado a establecementos de mediana seguridade a persoas que están avaliadas como tal e que levou a que neste momento se atopen mesturadas persoas SINDICADAS E CONDENADAS nos diferentes patios.
+ A incomunicación dos nosos núcleos familiares producida polos altos custos do servizo telefónico, o cal pasou de ser un servizo público a ser un negocio dunha empresa contratista e do cal o propio INPEC se lucra.
+ A falta de espazos laborais cos cales poidamos autosustentarnos, mellorar a nosa autoestima, contribuír economicamente co noso núcleo familiar e, sobre todo, lograr unha RESOCIALIZACION EFECTIVA como fundamento da pena que cumprimos.
+ A sistemática negativa dos señores Xuíces de penas de Tunja a conceder rebaixas de penas autorizadas pola Lei e a Corte Constitucional e a ser garantes do cumprimento da pena en condicións de dignidade e respecto aos nosos dereitos humanos, terminando por aplicar un real Dereito Penal de inimigo, afastado do noso Estado Social de Dereito.
+ O incumprimento por parte da administración do penal e do INPEC coas súas obrigacións legais e constitucionais, en canto á saúde, en especial, ás citas e tratamentos con médicos especializados e ao mediocre servizo de medicamentos xeral que presta a penal.
+ A introdución dun menú de fame o cal xa foi rexeitado pola totalidade dos internos e concertado co contratista, os presos e a administración e o que se pretende descoñecer por parte da Dirección Xeral do INPEC.
+ A visita conxugal, que só permite 8 horas de intimidade ao ano e que constitúe de por si un acto cruel, inhumano e degradante polas condicións en que se dá tal visita e que non permite o exercicio da tenrura coas nosas compañeiras e esposas.
+ Os demais servizos públicos, como o da auga, son prestados de xeito deficiente e racionados baixo criterios de castigo. Como dixo a Honorábel Corte Constitucional, estamos en prisión como castigo pero non para recibir castigo.

Fronte a esta problemática, que é máis profunda e intensa que os puntos arriba sinalados, os presos da Penal de Cómbita e Barne:

PROPOMOS:

+ Que se estableza unha Mesa de Seguimento á Crise Carceraria deste centro penal con presenza da Dirección Xeral do INPEC, Organismos de Control da Orde Nacional (Defensoria e Procuradoría), Administración da Penitenciaría e Organizacións Defensoras dos Dereitos Humanos Nacionais e Organismos Internacionais de Protección de Dereitos Humanos, para facerlle seguimento ás saídas que se establezan e solucionen definitivamente a problemática exposta.
+ Que se habilite o espazo de concertación internos-administración chamada Mesa de Traballo a fin de abordar sistematicamente a problemática e as súas saídas, á crise que afrontamos neste centro de reclusión.
+ Que se nos de o mesmo tratamento que ao Cárcere de Alta seguridade de Itagüi, en aplicación do principio constitucional de IGUALDADE, e se recoñeza o carácter de mediana seguridade desta penitenciaría, fundamentalmente para resolver o problema da NON separación entre sindicados e condenados e estar recluídas aquí persoas por delitos con penas baixas.
+ Que se revise por parte do Consello Superior da Xudicatura as decisións e comportamento dos Xuíces de Penas de Tunja en canto á aplicación de beneficios tal e como foron definidos pola Honorable Corte Constitucional e a vixilancia das garantías para o cumprimento da nosa pena e as condicións da nosa reclusión, tal e como é a súa beber legal.

Presos da Penal de Combita e Barne

Bogotá, Abril 2 de 2007

Mer
7
Mar '07

POSIÇÃO DA VIA CAMPESINA SOBRE AGRO-COMBUSTÍVEL

Caros amigos e amigas do MST,

O MST esteve em Mali, na África, como parte de uma delegação de 12 representantes de movimentos camponeses e entidades ambientalistas brasileiras, somando-se aos mais de 600 dirigentes de todos os continentes, além de cientistas, ambientalistas, militantes do movimento de mulheres e de diversas outras organizações e entidades, para debater os problemas relacionados à defesa da soberania alimentar em cada país.

Aprofundou-se no Fórum Mundial Pela Soberania Alimentar o debate sobre a necessidade de os movimentos sociais em todo o mundo priorizarem a luta em defesa da produção de alimentos e da soberania alimentar de cada povo. Essa luta envolve também um combate amplo à ofensiva do capital internacional sobre o campo, principalmente na questão do controle dos agro-combustíveis.

Isso porque há uma aliança que unificou os interesses de três grandes setores do capital internacional: a) as empresas petroleiras; b) as corporações transnacionais que controlam o comércio agrícola e as sementes transgênicas c) e as empresas automobilísticas. O único objetivo é manter o atual padrão de consumo do primeiro mundo e as altas taxas de lucro de suas empresas transnacionais.

1. Objetivo das transnacionais e do presidente Bush:

Convencer os governos do hemisfério sul a utilizarem seu território na produção de energia, a partir de produtos agrícolas, com o objetivo de manter o padrão de consumo do “american way of life” no primeiro mundo. A energia vegetal que está dentro dos grãos, na forma de óleo, ou de árvores, é na verdade uma metamorfose agro-química da energia solar. Depois, através do óleo vegetal ou do álcool, se transforma em combustível.

Por isso eles precisam dos países do sul, de maior incidência anual da energia solar e que ainda possuem áreas de terra agricultáveis disponíveis para produção de vegetais oleaginosos como girassol, milho, soja, amendoim, feijão-manso, palma africana ou dendê, ou para produção de álcool a partir da cana-de-açúcar, do milho e de árvores.

Por outro lado, querem impor a produção em monocultivo e, no caso da soja e milho, combinar com sementes transgênicas, o que lhes garantiria um mercado de sementes, de agrotóxicos e ainda a cobrança de royalties para suas empresas transnacionais.

Eles querem apenas lucro e não se importam com a situação do meio ambiente, o aquecimento global e com a vida dos trabalhadores rurais. Resolveram fazer essa ofensiva na produção de energia renovável, para se livrar da dependência de importar petróleo de países agora com governos nacionalistas, como Venezuela e Irã.

Além disso, existe hoje uma enorme instabilidade política na Nigéria, Angola e Arábia Saudita que também são fornecedores dos Estados Unidos e da Europa. Sem falar do fracasso da invasão do Iraque, que também é fornecedor desse combustível.

2. Posição dos movimentos camponeses em todo mundo:

Não podemos chamar esse programa de biocombustível e muito menos de biodiesel. A expressão “bio” que relaciona energia à vida, de forma genérica, é uma clara manipulação de um conceito que não existe. Devemos adotar sim, em todos os idiomas, o conceito de agro-combustíveis. Ou seja, energia gerada a partir de produtos vegetais oriundos da produção agrícola. Embora reconheçamos que o prefixo agro, ainda é muito genérico, e nossos cientistas estão estudando um novo conceito mais preciso.

Concordamos que o uso de agro-combustível é mais adequado para o meio ambiente do que o petróleo. No entanto, ele não afeta a essência do problema da humanidade, que é a atual matriz energética e de transporte, baseado no uso de veículos individuais. Defendemos a substituição radical da atual forma consumista e poluente de transporte individual, pelo transporte coletivo, através de trens, metros, bicicletas, etc.

Não aceitamos que esse plano use produtos agrícolas destinados atualmente à alimentação humana, como milho, soja, girassol, etc., para transformá-los em energia para automóvel.

Mesmo no caso da produção necessário do agro-combustível, devemos produzi-lo de uma forma sustentável. Ou seja, combatemos o atual modelo neoliberal de produção em grandes fazendas e na forma de monocultivo desses produtos. O monocultivo em grande escala é prejudicial ao meio ambiente e expulsa mão-de-obra do campo.

A monocultura afeta o aquecimento do planeta, pois destrói a biodiversidade e impede que a água e a umidade das chuvas se mantenham em equilíbrio com a produção agrícola. Além disso, faz uso intenso de agrotóxicos e máquinas.

Podemos produzir energia, combustível, a partir de produtos agrícolas, porém cultivados de forma sustentável, em pequenas e médias dimensões, que não desequilibrem o meio ambiente e que representem uma maior autonomia dos camponeses no controle da energia e no abastecimento das cidades.

Condenamos veementemente a iniciativa do governo de George W. Bush, que nos próximos dias visita os governos do Brasil, Colômbia, Guatemala para cooptá-los e seduzi-los a multiplicarem a produção de álcool para exportarem aos Estados Unidos.

Em troca, os capitalistas estadunidenses dos três grandes setores do capital exigem o direito de comprar e/ou instalar dezenas de novas usinas de álcool em todo o continente, sendo que propuseram a construção de 100 novas usinas apenas no Brasil.

Para viabilizar esse plano, o governo Bush propõe que se crie uma nova mercadoria internacional, uma “commoditie energética” do álcool, que não seria considerada agrícola para fugir das atuais normas da Organização Mundial do Comercio (OMC).

A Casa Branca propõe também que Brasil, Índia e África do Sul, entre outros, negociem um novo padrão tecnológico comum, para o etanol, seja de milho, de cana ou de árvores. Assim, haveria uma fórmula aceita internacionalmente, formando uma nova Opep de energia agrícola para controlar o comércio mundial.

Um possível sucesso desse plano estadunidense seria uma tragédia para agricultura tropical, transformaria grandes extensões de nossas melhores terras em imensos monocultivos, eliminaria ainda mais a biodiversidade e a produção de alimentos, apenas para abastecer seus carros. Expulsaria milhões de trabalhadores do campo em todo mundo, que se amontoariam ainda mais nas favelas das metrópoles.

O debate e a luta estão apenas iniciando. Esperamos que as organizações sociais possam reagir e que os meios de comunicação possam informar sobre essas questões, que são fundamentais para o futuro de nossos povos.

Por isso, durante as atividades do dia 08 de Março, as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade levantam a bandeira da “Luta por Soberania Alimentar, Contra o Agronegócio”, contra as transnacionais que atuam no campo e em defesa dos trabalhadores e da biodiversidade. Soma-se a pauta, o fato de o representante maior do imperialismo, o senhor George W. Bush, desembarcar em território brasileiro nos próximos dias, fomentando ainda mais a luta contra o neoliberalismo.

Secretaria Nacional do MST.

terça-feira, 6 de março de 2007.

Xov
25
Xan '07

A cultura iraquí, na forca

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Susana Reinoso
La Nación

” Estimado amigo: escríbolle a partir da miña oficina, que non podo deixar porque loítase fóra, nas periferias da Biblioteca Nacional. Nos últimos días, outro mozo bibliotecario foi asasinado. E o edificio foi atacado varias veces antes de ser clausurado. Diante da inseguridade, que segue sendo moi grave, decidín non reabrir a Biblioteca Nacional e o Arquivo. ”

O desesperado correo electrónico enviado o mes pasado por Saad Skander, director de orixe kurda da Biblioteca Nacional de Iraq, estremece no palco escénico ensanguentado dun país culturalmente devastado. O destinatario da mensaxe foi o escritor venezolano Fernando Báez, autor da destrución cultural de Iraq , un libro indispensábel para comprender a urxencia artística, arqueolóxica, bibliográfica, literaria e cultural do país, berce da civilización occidental.

De paso por Bos Aires, en diálogo coa NACION, Báez advertiu que tras o aniquilamento da cultura segue agora o asasinato masivo de intelectuais. A guerra, as loitas intestinas e a política de silencio dos organismos internacionais como a ONU e a Unesco están provocando, segundo Báez, a diáspora de miles de intelectuais que foxen como poden. No prólogo do libro do autor venezolano, que asesorou en distintos programas internacionais relacionados coa destrución de libros, o crítico analista norteamericano Noam Chomsky di: “Un cree que a responsabilidade primordial do exército ocupante é protexer a poboación civil e a cultura. As forzas de Estados Unidos, Gran Bretaña, España e outros poucos foron coidadosas en manter dentro desta responsabilidade o Ministerio de Petróleo, que foi totalmente protexido. As consecuencias son reminiscencia das invasións mongoles, un gravísimo e inesquecíbel crime”.

* * *

No contexto da perda de control dos Estados Unidos sobre o palco escénico iraquí, máis de 1500 intelectuais -entre os que se contaban escritores, académic@s, profesor@s universitari@s, educador@s, historiador@s, filólog@s, médic@s, sociólog@s, artistas, xeógraf@s, doutor@s en estudos relixiosos, reitor@s de universidades, enxeñeir@s, filósof@s, decan@s de facultades- caeron baixo lume desde que a guerra de Iraq comezou, no 2003. Nos últimos seis meses a diáspora das intelectuais cara a Europa e Xordania medrou do 20% ao 50%. O exame da nómina d@s mort@s, facilitada por Báez a esta columnista, provoca un forte impacto. Polas súas profesións e cargos, recoñécese neles a homes e mulleres de pensamento das universidades de Bagdad, Ao Mustansiriya e Ao Nahrein, entre outras. Na lista constan as circunstancias en que foron asasinados. Moit@s del@s foron asasinad@s ao saír das súas aulas na universidade. Outros, en compaña dos seus familiares.

Báez di, con rabia e preocupación, que “cada día cobra maior forza esta metodoloxía de asasinar intelectuais. Fai apenas unhas semanas, o director do Museo Nacional de Bagdad, un arqueólogo moi recoñecido, fuxiu coa súa familia ao Reino Unido polas ameazas de asasinato. Iraq está en urxencia cultural e os Estados Unidos fracasaron rotundamente na pretendida reconstrución do país, porque ningún intelectual estranxeiro quere ir a Iraq a sabendas de que pode ser asasinado. E súas pares iraquís foxen por falta de garantías”.

O autor de Historia universal da destrución dos libros asegura que estes asasinatos e a urxencia artística e cultural van “en progreso e aceleración”. Coma se o saqueo arqueolóxico e o peche das bibliotecas e os museos non fosen suficientes para pintar a traxedia cultural do país, os libros doados por entidades internacionais tamén son roubados xunto con outros bens culturais. Desde 2003, 150.000 tablillas sumerias, o máis primitivo e rico testemuño da escritura occidental, desapareceron.

Talvez, como escribiu Orwell en Cataluña 1937 , cando no futuro pretenda reconstruírse a memoria de Iraq “os historiadores dispoñerán unicamente dunha masa de acusacións e da propaganda partidaria”.

Tirado de www.rebelion.org

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Projecçom da película de Alberte Pagán “Bs. As.”

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A película de Alberte Pagán Bs. As. projectará-se no CGAI corunhês o sábado 27 às 18:00, e no cineclube Compostela (local social do Pichel, rua Santa Clara) quarta feira 7 fevereiro às 22:00.

Crítica publicada na sua estreia no boletim do
Festival Internacional 44 de Cinema de Gijón.
Quinta-feira 30 de novembro de 2006, número oito (3)

1, 2, 3

De casa ao trabalho
e do trabalho ao cinema

Marcelo Panozzo

Hoje: a Argentina

Não é possível falar de nostalgia, não ainda; mas ante um filme como Bs. As., de Alberte Pagán sim se produz um esponjoso estranhamento. O filme está rodado em Buenos Aires e se divide em duas partes: na primeira, fala a mãe do diretor, que viajou à cidade para conhecer a dois irmãos que emigraram para à Argentina cinco décadas atrás e jamais retornaram à Galiza; na segunda, o discurso está articulado através dos e-mails que Pagán recebe de sua prima, à qual não conhece pessoalmente, filha de galegos mas nascida na Argentina. As imagens que acompanham a ambas vozes foram registradas em Buenos Aires; são maiormente planos fixos, nos quais primeiro se vem só perfis de edifícios e céus tormentosos, mas que depois vão deixando passo à vida na cidade, ao trafego de seus habitantes e ao sol. Entre ambas partes, um interlúdio ominoso: imagens do ditador Videla e dos anos mais escuros do país, lá por finais dos 70. Os relatos de ambas mulheres, ainda com signos, códigos e razões bem diferentes, são apaixonantes: pelas suas buscas vitais do tempo perdido e por certa nostalgia do que não se viveu. E o do estranhamento antes mencionado tem a ver com o fato de ver desde aqui as imagens dali, junto dos matizes do discurso de Celia, a prima, reflexos de certa maneira de olhar para a Europa desde Buenos Aires. A lúcida dureza de seus e-mails transmite emoção e verdade; e ali a dor pode estar relacionada com o fato de descobrir tarde a possibilidade de refazer uns laços que além de cortados pelo tempo foram desfiados por escrupulosos esquecimentos.

Mar
19
Set '06

“TRATAMOS AOS PALESTINIANOS COMO ANIMAIS”

Yehuda Shaul, ex-soldado israeliano conta:
“Todo é umha loucura: a ocupaçom, a forma inumana em que tratamos aos palestinianos”. “E nom vés aos palestinianos como seres humanos, os vés como animais. Entras à sua casa durante a noite, os espertas, berras-lhes, as mulheres acô, os homes alô, e rompes todo. Som cousas que nom farias aqui em Israel. E, para poder faze-lo, negas a realidade. É a única forma. Crias entre ti e a realidade um muro de silêncio”.
“Se topas na noite um pacote suspeitoso que pode ser umha bomba, chamas ao primeiro “mohamed” que topas na rua e dis-lhe que o abra. Poderias chamar a um perito que o desactivasse, tardaria dez minutos em vir, mas melhor fazer que um palestiniano se jogue a vida, ja que para ti é o mesmo, nom o vés como um ser humano. Eu fazia isso com os meus soldados em Hebrom”.
“E tamém em Nablus, quando queria entrar a umha casa, se pensava que podia haver umha bomba trampa, apanhava um “mohamed” e o obrigava a que abrisse a porta. É parte da rotina do exército: usar aos palestinianos como escudos humanos”.
“O mesmo quando fás num ponto de controlo, os obrigas esperar muito mais dos necessário, ás vezes durante horas, e apanhas a um palestiniano ao azar e lhe dás umha malheira, de cada quinze ou vinte que passam, para que o resto tenha medo e esteja tranquilo. Só assi, ti que estas com quatro soldados mais os dominas a eles que som milhares”.
“Se entras em Gaza com o carro de combate e vés um carro novo, ainda que tenhas espaço na estrada, passas por encima. E tamém disparas aos tanques de agua. Para lhes meter medo, para que che respeitem, porque essa é a lógica que nos aprendem aos soldados israelianos”.
“Ademais, es moço e começas a desfrutar desse poder, de que a gente faga todo o que lhes digas. É como um vídeo jogo. Fás num ponto de controlo em meio da rota, tes a vinte carros esperando, e com só mover o dedo fam o que ti queiras. Jogas com eles. Os fas avançar, recuar. Tolea-los. Tes 18 anos e sentes-te poderoso”.
“Algumha gente di que som casos isolados. As mais dim: o meu filho, que esta agora no exército é bom, nom fai estas cousas, isto só o fam os soldados beduins ou os etíopes. Mas nom é certo. Todos fazemo-las, porque é a lógica da ocupaçom israeliana: aterrorizar aos palestinianos”.
“Os pontos de controlo nom aterrorizam para deter aos palestinianos de entrar a Israel, é para que a realidade nom entre a Israel. Porque esta é umha sociedade de soldados, todos passamos polo exército três anos quando somos moços e logo um mês ao ano. E todos fazemos isso. Por isso existe o muro de silêncio, de negaçom, porque todos somos responsáveis e nom o queremos admitir”.
“Eles som as vítimas, nós os verdugos. Mas como verdugos, tamém pagamos um preço. Esta é umha sociedade que nom se anima a mirar aos olhos à verdade, aos seus próprios actos. É umha sociedade, como consequência, amoralmente enferma”.

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NAÇONS UNIDAS INVADE LÍBANO

A ONUvai colaborar com Israel, tentando acabar com Hizbulá.

EEUU, Franzia e Reino Unido que controlam o Conselho de Segurança de Naçons Unidas, junto com Alemanha, todos amigos e cúmplices de Israel, decidem enviar Cascos Azuis ao Líbano, que estaram directamente ás suas ordens, entre os quais vam os tragicómicos espanhois em “missom humanitária” armados até os dentes.
Um país soberano, membro da ONU foi invadido, ocupado e destruído por Israel, agora é invadido, de novo, por Cascos Azuis, para controlar, às vítimas, à resistência que freou a invasom israeliana em vez de controlar, e desarmar aos invasores que provocarom as massacres e a destruiçom e que ainda continuam com a invasom, já que tenhem milhares de soldados em território libanês e continua o bloqueio por terra, mar e ar, Alem disso Israel mantém prisioneiros a quatrocentos libaneses, sem que nada se saiba deles.
A missom que tenhem é descobrir e arrasar todo o entramado da logística e estratégia de Hizbulá, cosa que a CIA e o Mossad nom conseguirom e que foi a causa fundamental do fracasso israeliano. Ao tempo, averiguar e descobrir quem som os estrategas, para, aproveitando a impunidade vigente dos assassinatos selectivos, topar unha rápida soluçom ao problema.
As baixas da ONU ameaçam com ser numerosas, pois o terreno é muito acidentado e difícil e esta sementado de minas que Israel colocou hai décadas, mais as bombas e bombas de ácio sem explorar.
As vítimas libanesas, durante a invasom de Israel forom 1.281 das que só 93 eram combatentes, consequência dos 177.000 bombas de todo tipo lançadas por Israel. Alem disso os efeitos da destruiçom e do bloqueio forom fatais para todos os enfermos crónicos e agudos e para o resto da povoaçom. As mortes, em Líbano, ainda continuam polas bombas de ácio, por dificuldades de assistência sanitária e polo empobrecimento generalizado. Os deslocados libaneses som mais do milhom.

Lun
4
Set '06

Manifestaçom contra os recheios na Ria de Vigo

Concentraçom-manifestaçom contra os recheios na Ría de Vigo, sábado 9
às12:00 na Pérgola de Bouças. Ante a iminente chegada de escombros de
Casa Mar ao recheio de Bouças. Convoca o colectivo de vizinhas e vizinhos
Bouzas-móvete.
A ampliaçom do recheio de Bouças vai provocar um estrangulamento da Ría
de Vigo, ficando a distancia de Bouças a Cangas a menos de unha milha, o
que afectará a todos os areeiros e aos bancos marisqueiros, provocando
perda de biodiversidade, perda de habitats marinhos e repercutirá en toda a
ecologia da Ría.

Lun
22
Mai '06

TEATRO: Esperando a Godot

O vindeiro mércores 24 de maio ás 21 horas e no Teatro Principal de Compostela TALÍA TEATRO representará a obra de Samuel Beckett. Como vén facendo cada tempada e por iniciativa de Artur Trillo xunto co apoio da compañía, a recadación irá destinada a diferentes accións de COSAL-GALIZA.

TALÍA TEATRO, fundada por Artur Trillo no ano 1988, converteuse en compañía profesional en 1996 con A secreta obscenidade de cada día, dirixida por Cándido Pazó. Entre as súas montaxes destacan Ai, Carmela, Soños dun seductor, Xustiza infinita, A paz do crepúsculo, Molière final ou Bicos con lingua.
Esperando a Godot conta con Toño Casais, Artur Trillo, David Creus (Deseño gráfico), Dani Trillo (Iluminación), Marta Ríos (Axudante de dirección), Carlos Alonso (Escenografía), Martina Cambeiro (Vestiario), Gustavo G. Dieste (Técnico de son) e con Roberto Salgueiro como director e ao quen tamén hai que atribuír esta versión.

“Esperando a Godot foi estreada hai cincuenta e tres anos en París, e o seu impacto marcou un fito na historia teatral. A cousa non era para menos, e é que, aínda hoxe, medio século despois, continúa a ser un texto incómodo ao espectador, preado de desacougo.
A historia está aí, vestida de nudez e evidencia. Insultante evidencia que fai prescindible todo referente espazo-temporal. De par dela, da historia, uns poucos personaxes, atrapados nunha dimensión na que non hai lugar máis que para a espera. O drama reside no estatismo elocuente de seres cuxo nome non importa porque todo perde sentido segundo o tempo se consume e volve ao mesmo punto. Sen que pase nada, sen que nin a morte os redima.
O director, Roberto Salgueiro, apostou por unha certa proxección humorística, onde a densidade do texto, a soleminidade, se exprese por si mesma, sen necesidade de acentos innecesarios. Vladimir e Estragón participan ao espectador do seu drama a partir do humor nacido do absurdo e da loucura. De certo punto irracional e infantil, chave de sincera empatía.
O resto de personaxes contribúen ao desalento e a desesperación dunha atmósfera irrespirable, na que todos están atrapados. A traxedia non é tanto estálo como ter conciencia de o estar. Ese punto de lucidez na loucura.
Brillante presentimento que non pasa desapercibido; Talía Teatro.”
(Tirado de http://www.lacoctelera.com/mardefondo/post/2006/03/20/esperando-godot)

VLADIMIR O pior não é pensar.
ESTRAGON Talvez não. Mas pelo menos há isso.
VLADIMIR Isso o quê?
ESTRAGON É isso mesmo, vamos fazer perguntas um ao outro.
VLADIMIR O que é que queres dizer com pelo menos há isso?
ESTRAGON Pelo menos há menos miséria.
VLADIMIR É verdade.
ESTRAGON Bom e se déssemos graças à nossa felicidade?
VLADIMIR O que é terrível é ter pensado.